segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gerês - Portugal Fantástico - Parte II

No Sábado, dia 2 de Maio, o dia começou com uma massagem geral no SPA das Águas do Gerês. E não podia ter começado melhor. A massagista, a Rosa, fez uma óptima massagem e, ao fim de 30 minutos, saímos de lá completamente "partidos", mas rejuvenescidos.
A seguir ao pequeno almoço no hotel, decidimos então "atacar" a Calcedónia.
Eu tinha visto um percurso na net de cerca de 7 km, no site da Câmara Municipal de Terras de Bouro. O site está bem desenhado: http://www.cm-terrasdebouro.pt/trilhos/trilhos.htm.
Aliás, existem vários percursos, todos apetecíveis, embora já soubesse que seria impossível fazer mais do que um ou dois, pois havia que conciliar a vontade da Graça de usar o SPA.
Assim, desisti de ir à procura do início do trilho, que julgo começar em Covide. Claro que o trilho, sendo circular, pode começar em qualquer ponto do mesmo.
Estacionamos junto à estrada que vai do Gerês para Covide, num ponto que nos pareceu ser o mais próximo da Cidade da Calcedónia. A seguir, iniciamos o percurso por um caminho de terra batida mais ou menos acessível.
Sendo um fim de semana prolongado, já estávamos à espera de encontrar um montão de gente pelo Gerês. E a zona da Calcedónia não foi excepção. Quase no início, cruzamo-nos com uma quantidade de gente que estaria a regressar. Na maioria pessoal novo.
Não tenho nada contra grandes ajuntamentos de pessoas. Mas, no campo, há que estar em relativo silêncio. Mas a algazarra era tanta que pareciam estar no recreio da escola. Enfim...
Depois de cerca de 1 km mais ou menos fácil, seguimos um caminho - achamos nós que era um caminho - sempre a subir e que começou a contornar uma das elevações graníticas da Calcedónia pelo lado sul.
O objectivo era encontrar o tal trilho marcado e oficial que iria dar à fenda. Mas nem vê-lo.
Depois de uma penosa caminhada que consistiu em subir, umas vezes, e contornar outras, uma série de rochedos, acabamos por ir dar ao ponto mais alto da Calcedónia, sem encontrar a fenda.
Antes de atingir o cimo, ainda paramos à sombra de uma das poucas árvores, para comer umas sandes, uns morangos e umas uvas que havíamos comprado, nessa manhã, na Vila do Gerês.
A vista que se tem do cimo da Calcedónia é impressionante. Vê-se praticamente tudo. E percebe-se melhor o porquê de lhe chamarem Cidade da Calcedónia. Um aglomerado de rochas de todos os tamanhos e feitios, muitas delas fragmentadas, espalham-se por toda a zona, dando a ideia de uma "grande cidade de pedras".
No topo, percebemos, pelas vozes de gente toda entusiasmada, que a fenda ficava mesmo por baixo de nós. Mas também verificámos que teríamos que fazer o percurso inverso, pois era a única saída possível, tendo a altura dos penhascos em que nos encontrávamos.
Eram cerca das 14 horas quando começamos a descer. E por, incrível que pareça, descer rochedos é mais difícil do que subi-los. Sobretudo, porque, tendo chovido dias antes, a água corre por todos os lados, e alguns sítios estão molhados, e para escorregar não é preciso muito.
Com o Sol a pique, já de regresso para o o local do estacionamento, até porque tínhamos a marcação do circuito hidrotermal no SPA para as 16h30, acabei por encontrar o trilho oficial. E, apesar da pouca vontade da Graça, seguimo-lo até à famosa fenda da Calcedónia, onde um grupo de escuteiros acabara de se aventurar. E pareciam todos "doidos", a julgar pelo eco da barulheira que estavam lá a fazer.
Porque já se estava a tornar tarde para chegar a horas ao SPA, e porque depois de de quase 4 horas a caminhar e a saltar rochas, já estávamos realmente partidos (é o que acontece a amadores como eu), resolvemos finalmente regressar ao carro.
Ter estado à entrada da fenda e não a ter atravessado é como ter ido a Roma e não ver o Papa.
Talvez numa próxima oportunidade.
De qualquer forma, tendo em conta o grau de dificuldade do percurso, ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Pelo menos eu. A Graça não aprecia muito pedras. Ela é mais verde, tipo florestas e coisas do género. Mas acho que também se deliciou com as vistas, que são mesmo magníficas (não estou a exagerar).
Quero também referir que a Cidade da Calcedónia não é só granito. Nesta altura do ano, há imensas plantas em flor. O que torna a paisagem um pouco menos "desoladora".
Conseguimos chegar ao SPA às 16h30. E, sem dúvida, valeu a pena. A piscina hidrodinâmica é excelente. E depois do esforço todo, ainda soube melhor.
O jantar foi no restaurante da residencial Novo Sol, logo à entrada da Vila. Estivemos um pouco à espera, mas pelo preço valeu a pena. Mais uma vez, e apesar da casa cheia, os funcionários sempre muito simpáticos - http://www.residencialnovosol.com/ . Percebemos que, no Gerês, sobretudo se há muitos turistas, o melhor é pensar em jantar cedo (tipo 20h00-20h30), senão depois é ficar à espera.
A Vila, à noite, é agradável para passear. E, nessa noite de Sábado, o tempo até esteve bom para isso.
E foi assim que o dia se passou. Claro que quando queremos que o tempo passe devagar, é quando passa mais depressa. Havia pois, no dia seguinte, que tentar esticá-lo.

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