domingo, 17 de maio de 2009

Gerês - Portugal Fantástico - parte I

Não é a primeira vez que visitamos o Gerês. Aliás, desde os meus tempos da Universidade do Minho que as idas à Portela do Homem e a Vilarinho da Furnas já aconteceram por diversas vezes.
A última vez a sério foi em Agosto de 2000. Nessa altura, resolvemos acampar no Parque de Campismo do Vimeiro, na vila do Gerês. Foi sol de pouca dura, pois a chuva estragou-nos os planos. Mas, mesmo assim, ainda deu para fazer uma caminhada de mais de 20 km até aos Carris e apreciar a vista até Pitões das Júnias. Também visitamos a cascata do Arado e alguns miradouros pitorescos como a da Pedra Bela.
Este ano, às voltas para onde iríamos passar o feriado de 1 de Maio (3 dias seguidos não são para desperdiçar), resolvemos juntar a vontade da Graça para ir para um SPA, com a minha de fazer umas caminhadas.
A nossa escolha caiu sobre o Hotel Águas do Gerês http://www.aguasdogeres.pt/.
A empresa que explora o hotel é também proprietária de um SPA e das termas, que funcionam num edifício separado. Para ir ao SPA também não é obrigatório estar alojado no hotel, embora haja preços especiais para os hóspedes.
A vila do Gerês é uma terra muito simpática. Na realidade, consiste numa rua principal onde estão vários restaurantes, hotéis e pequenas lojas. Depois, há uma série de construções ao longo das encostas do vale.
O hotel também é agradável, embora não seja nada de especial.
O SPA é muito bom. Não estava à espera de tal no Gerês. Tudo muito limpo, funcionários simpáticos e, felizmente, pouca gente. Isto, porque é por marcações, logo não dá para haver grandes confusões (se calhar na época alta até há). É pena estar fechado Domingo à tarde.
Bom mas o que é fizemos então nesse fim de semana?
Sexta-feira, 1 de Maio, pouca coisa, a não ser a viagem de Lisboa para o Minho.
A Graça ainda estava com esperança de ir para o SPA, mas como chegamos cerca das 17h30 ao hotel, só deu para ir marcar umas massagens e o circuito termal para o dia seguinte.
Estava calor naquele dia. Mais do que em Lisboa. Talvez por ser um vale entre as montanhas.
Um crepe gelado a seguir soube mesmo bem.
Em Maio os dias já são grandes. Assim, ainda fomos até à Portela do Homem onde enchemos umas garrafas de água numa fonte de água bem gelada. Fontes de água é o que não faltam no Gerês.
A seguir, resolvemos fazer o caminho de terra batida que atravessa a Mata de Albergaria até à barragem de Vilarinho das Furnas. Só me esqueci que, além de ser terra batida, o caminho está completamente cheio de buracos e lombas, sendo totalmente inadequado para vulgares carros ligeiros. Só mesmo TT. Assim, fizemos aqueles cerca de 6 km a 10 à hora.
Mesmo com o stress da condução, ainda deu para apreciar a beleza da floresta. Ao fim do dia as árvores assumem cores com muitos tons de verdes. Além disso, se não fossem alguns grupos de caminhantes (mesmo àquela hora) - havia vários turistas espanhóis - o silêncio é apenas quebrado pelos pássaros e pelo correr da água.
Felizmente que o incêndio aconteceu em Março não afectou esta linda mata (foi mesmo ao lado). Acho que isso, se algum dia acontecer, será uma tragédia e uma perda terrível para todos os bons amantes da Natureza.
O regresso fez-se por uma estrada alcatroada que vai de S. João do Campo, passa pelo cruzamento para Covide e atravessa a serra indo ter à Vila do Gerês pelo lado oeste. Foi a seguir a Covide que percebi onde ficava a Calcedónia, com a famosa fenda. Ficou logo assente que era ali que iríamos no dia seguinte, apesar da pouca vontade da Graça, mais uma vez a pensar no SPA.
O jantar foi na Pensão Baltazar, junto ao parque de estacionamento do hotel.
Com bom aspecto, boa decoração, ambiente familiar, fomos servidos com boa comida e por um preço razoável http://www.pensaobaltazar.com/.

1 comentário:

  1. Adorei ler todos comentarios e as imagens estao lindissimas!!!!

    Adoro o Geres e vou la sempre q vou a Portugal!!

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