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sábado, 10 de abril de 2010

à procura do pote do tesouro

Diz o ditado que "em Abril águas mil". Isto pressupõe que é um mês muito chuvoso. Na verdade, não chove muito. Acontece é que a chuva e o sol alternam com alguma frequência. E isso cria condições óptimas para a a observação de fenómenos atmosféricos como o mais mágico de todos: o arco-íris.


Dizem que há um pote com tesouro no fim do arco-íris. Mas, já é um tesouro a observação de um arco-íris perfeito e que se mantém durante algum tempo. Encontramos este na Páscoa do ano passado em Torre de Dona Chama, Trás-os.Montes, onde o ar puro ainda é o que era.


Uma parte do arco-íris vista ao pormenor. Ficamos com a vontade de lhe tocar.


Este é quase um arco-íris perfeito, e a vastidão dos horizontes da paisagem transmontana ajuda à sua visualização. Na parte direita da foto podemos ver um segundo arco-íris invertido.


Nesta foto alterada no photoshop podemos ver melhor o segundo arco-íris à direita.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Viagem Milão - Lisboa (Fotos Aéreas)

Desde há alguns anos que, por motivos profissionais ligados ao sector da Óptica Ocular, nos deslocamos a Milão para a maior Feira de Óptica do mundo.  A Exposição costumava ocorrer no início de Maio, mas, desde o ano passado, foi mudada para Março. Por isso, dentro em breve iremos fazer mais uma visita à capital da Lombardia.
As fotos que se seguem foram tiradas na viagem de regresso em Maio de 2007. Uma viagem tranquila ao princípio da tarde, numa tarde soalheira e do lado direito do avião antes da asa e, claro, junto à janela.


14h49 - Após levantarmos voo desde Malpenza, sobrevoamos a imensa planura do vale do Pó, com imensos campos cultivados, muitos deles sendo grandes arrozais.



14h52 - Milão, apesar de estar numa planície, está muito perto dos Alpes. Nesta foto podemos ver os Alpes que se situam entre a fronteira da Itália com a Suiça.



15h04 - À medida que vamos avançando para Oeste, começamos a passar por cima dos Alpes Marítimos, entre a Itália e a França.



15h04 - Apesar de já estarmos em Maio, a neve parece estar para ficar no cimo deste picos. Vista de perto, parece ser um creme de natas muito brancas com que alguém resolveu barrar aquelas rochas gigantescas.



15h04 - Nalgumas zonas, parece, no entanto, que já está a derreter.



15h05 - Os Alpes são montanhas jovens, que surgiram no Terciário. Essa juventude pode notar-se nos ângulos agudos formados pelos cumes.



15h05 - Como se pode ver, esta janela tem um óptimo ângulo de visão.



15h06 - Aqui já estamos a ver os Alpes do lado francês e começamos a preparar-nos para atravessar o mar Mediterrâneo em direcção à Catalunha.



15h33 - A travessia do Mediterrâneo termina com a entrada em Espanha um pouco abaixo de uma das zonas mais selvagens da Costa Brava - o Cap de Creus. Podemos observar o golfo de Roses  e a cidade do mesmo nome à esquerda. à direita fica Cadaques. 



15h41 - Em plena Catalunha podemos avistar os Pirinéus também ainda cobertos por um enorme manto branco.



15h55 - Os curiosos meandros do Ebro, em pleno Aragão, por altura de Caspe, servem para irrigar grandes áreas de cultivo.



16h02 - Um pouco mais à frente passamos por uma forma de relevo bastante peculiar numa das zonas mais inóspitas de Espanha, com pequenos pueblos espalhados pela paisagem, como Allueva. 



16h19 - Já em direcção a Lisboa, sobrevoamos o enorme Aeroporto Internacional de Barajas, em Madrid.



16h20 - Madrid é um gigantesco complexo urbano relativamente organizado e com vários aneis rodoviários. No centro é visível o Parque dos Jardins do Retiro onde está o Museu do Prado.



16h56 - Contra a luz do Sol, só é possível vislumbrar as formas. Mas é a minha foto favorita. Podemos ver o imenso estuário do Tejo, as duas margens, as duas pontes, a costa do Estoril e a Serra de Sintra coberta de nuvens.



17h00 - Para se fazer à pista por sul, o avião dirige-se para Setúbal. Nesta vista, temos toda costa desde o cabo Espichel até Troia.



17h00 - Passamos mesmo por cima de Troia, com as suas belas praias de areia branca.



17h03 - Para fazer a curva, o avião afasta-se da costa. Podemos ver a Serra da Arrábida em toda a sua extensão e beleza.



17h03 - O Portinho da Arrábida fica numa zona privilegiada da serra.



17h04 - Panorâmica onde podemos ver à esquerda, as encostas da Serra da Arrabida, ao fundo e ao centro a cidade de Setúbal, e, à direita, a península de Troia.



17h04 - Pormenor das arribas por aluras das Terras do Risco, na Arrábida.



17h07 - Já a caminho da pista, podemos ver a Lagoa de Albufeira, que já falámos num post anterior.



17h10 - "O deserto da Margem Sul", como foi designada pelo ex-ministro Lino, afinal não é bem um deserto. Podemos ver o Feijó e ao fundo o Seixal, entre muitos oásis que há naquele "deserto".



17h11 - Já com o trem de aterragem a postos, é altura de admirar a beleza da Ponte sobre o Tejo, do Cristo-Rei e do resto da paisagem.



17h12 - Vista do ar, Lisboa é mesmo a cidade branca. E diga-se o que se disser, é mesmo uma cidade bonita e para isso também lá  está o mar e o rio a seus pés.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Penedo Durão




Hoje vamos falar da nossa recente breve passagem pelo Penedo Durão. Aconteceu no regresso da nossa viagem à vila de Torre de Dona Chama, em Trás-os-Montes, onde passámos o Natal com a família.
O Penedo Durão é um gigantesco penhasco que faz parte das arribas do Douro Internacional, situado no extremo sudeste da província transmontana.
Esta é a quarta vez que fazemos um desvio enorme para visitar o lugar. E é mesmo um desvio, pois apesar do piso das estradas estar bem melhor do que da última vez, demorámos cerca de duas longas horas a percorrer a distância. E, nestes dias curtíssimos de Inverno, duas horas é mesmo muito tempo.




O dia era de Inverno, nublado e frio. Todavia, mesmo nos piores dias, Trás-os-Montes revela-nos paisagens misteriosas e a perder de vista. Nesta panorâmica podemos ver as vistas a partir da encosta sul da Serra de Bornes, próxima do Hotel & SPA de Alfândega da Fé http://www.spahotelalfandega.com/.




A cerca de vinte quilómetros de distância, a silhueta do Penedo Durão começa a destacar-se no horizonte. Na sua base, para norte, fica Freixo de Espada à Cinta. Pelo facto de fazermos mais de 30 quilómetros, desde a útima povoação, sem encontrarmos vivalma, Freixo parece ser uma terra que fica mesmo muito longe e isolada. Além disso, a quantidade de curvas que é preciso fazer para lá chegar, ainda aumenta mais essa sensação. Felizmente, que a estrada já não está esburacada.
No entanto, e apesar de solitária, a vila é bem agradável e merece uma visita demorada. Por outro lado, tem uma quantidade enorme de campos agrícolas bem cuidados.



Para chegar ao topo do Penedo Durão, atravessamos Freixo, seguimos em direccção a Barca de Alva e, pouco depois, viramos à direita seguindo as indicações. Mais à frente a estrada começa a subir a montanha e, cerca de 5 a 6 km depois, estamos a estacionar no parque do miradouro do Penedo Durão.



Apesar de não ser a primeira vez que lá estamos, ficamos sempre deslumbrados pela paisagem. Ao fundo podemos ver o rio Douro e a barragem de Saucelle. Do outro lado fica Espanha.


O desnível entre o topo e a base é, seguramente, de mais de 500 metros. Lá ao fundo fica a foz do rio Huebra.



O objectivo da nossa ida ao Penedo Durão era, obviamente, a observação de aves, mais propriamente, dos habitantes residentes em maior abundância, os grifos. Esta zona do Douro é capaz de ser o sítio de Portugal onde estes abutres se encontram em maior número. No entanto, estavamos com receio que o facto de serem já 16h20 da tarde, estarem 4ºC e o tempo ameaçar chuva, esse encontro não fosse possível.  Mas, felizmente, os "nossos amigos" não se importam com essas condições adversas. E lá estavam eles.
Desta vez pudémos fazer algumas fotos, a maioria delas desfocadas. Mas é o melhor que se consegue com com uma Canon EOS 450D com uma objectiva Sigma 70-300 mm e aves  a deslocarem-se velozmente a mais de 300 metros de distância.



Também pudémos usar os binóculos. Aliás, este auxiliar é precioso pora podermos observar detalhes que de outra forma seria impossível.



Apesar do mau tempo, os grifos ainda conseguem apanhar correntes de ar quente (ou, neste caso, menos frio) com as quais conseguem atingir uma altitude impressionante em pouco tempo e praticamente sem esforço.



O miradouro do Penedo Durão está bem cuidado, apesar de ser necessário ter cuidado com os beirais, pois qualquer descuido pode ser fatal.


Observar abutres a planar sobre o Douro é um passatempo muito relaxante, mesmo com mau tempo (frio e vento). O Penedo Durão é excelente para isso, pois além da amplitude, podemos ver aves por cima e por baixo de nós, pois há muitas que aproveitam as escarpas abaixo para repousarem. Nem tudo é mau neste País, e aqui parece que os grifos não têm muitas razões de queixa. Até existe uma alimentador de abrutes perto do miradouro, onde regularmente são depositadas carcaças de animais como alimento dos bichos.



Este recanto de Portugal, provavelmente, o mais isolado do todos, encerra um dos miradouros mais belos do País. Recomendamos, pois, uma visita demorada. Não se esqueçam é de trazer os binóculos e a máquina fotográfica.



Pelo Natal, o dia tem o salto de um pardal, ou seja, dura muito pouco. Depois desta foto, tirada na descida para Barca de Alva, e onde, à esquerda, podemos ver a Serra da Marofa, já na Beira Alta, a noite apareceu repentinamente e com ela um regresso chuvoso até Lisboa.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Serra de Sintra - Peninha (Sintra Mountain - Peninha)

Existe na Serra de Sintra um local mágico que, até ao Domingo passado, não conheciamos.  Estamos a falar da zona do Santuário da Peninha, um dos pontos mais altos da serra.
Há já algum tempo que estávamos a pensar fazer um dos percursos a pé que o SAL (http://www.sal.pt/)  tem desde a Malveira da Serra, mas o tempo chuvoso de Novembro tem-nos feito ficar em casa. No entanto, mal surgiram umas abertas, saímos em direcção ao IC19, em vez de nos irmos meter num centro comercial qualquer.

There is a magic place in Sintra Mountain we didn't know until last Sunday. We are talking about Peninha Sanctuary area, one of the highest piks in the mountain. 
Some time ago we were thinking to go for a walk with SAL /(http://www.sal.pt/), starting from Malveira da Serra, but November rainy weather hasn´t been the ideal one.  



Uma das formas de chegar à Peninha é seguir pela estrada N9, que vai de Sintra para Cascais, e antes do autódromo, virar para a Malveira da Serra. Pouco antes de entrar nesta povoação, viramos à direita por uma estrada estreita (mas asfaltada) que se embrenha na densa floresta que se cobre as encostas da serra.



A floresta é particularmente densa e, por incrível que pareça, são poucos os eucaliptos. Há, sobretudo,  pinheiros, mas também carvalhos, sobreiros e acácias.



A estreita estrada leva-nos cada vez mais para dentro da floresta. Mais à frente há uma bifurcação. Para a direita vamos dar a Sintra e ao Castelo dos Mouros. Para a esquerda, temos a Peninha. Nesta zona, parece que estamos numa floresta de duendes.



Antes da subida a pé para a Peninha, há um parque de merendas muito bem tratado e um pequeno largo para  estacionar o carro. Depois, é fazer uma pequena caminhada por um caminho relativamente íngreme, e voilá: temos uma das panorâmicas mais espectaculares da zona de Lisboa.



O Santuário da Peninha situa-se a 486 metros de altitude. O que se vê na imagem não é o Santuário, mas sim o palacete romântico-revivalista mandado construir pelo rico António Carvalho Monteiro em 1918, de gosto duvidoso. A Capela de Nossa da Conceição está por trás.


A vista é de perder o folêgo. Lá ao fundo avista-se o cabo da Roca, a ponta mais ocidental do Continente Europeu. A panorâmica vai desde o cabo Carvoeiro em Peniche até ao Guincho e, para Sul, a Serra da Arrábida e o cabo Espichel, ou seja, estamos a falar de uma distância superior a 100 quilómetros em linha recta.



Tivémos alguma sorte com o tempo, pois este estava bastante instável. Para sudoeste temos a praia do Guincho e a zona do Parque Natural Sintra-Cascais que é cobiçada pela especulação imobiliária. O sul do parque é muito menos arborizado e está muito mais exposto ao vento. Mas tem a sua beleza.



Como não podia deixar de ser, pudémos apreciar um fim de dia muito bonito.


O pior mesmo foi o frio da ventania gelada que se apanha nas encostas nuas voltadas para oeste. Já há muito tempo que não sentiamos tanto frio.



Nesta foto podemos apreciar o conjunto do Santuário da Peninha. No cimo está a Capela da Nossa Senhora da Conceição que data do século VII. Há várias outras construções que estão a ser recuperadas pelo Parque Sintra-Cascais, que é dono dos 62 hectares à volta da Peninha.


O problema dos dias de Inverno é que são muito curtos. Às cinco da tarde já é noite. Mesmo assim, ainda deu tempo para olhar de relance as enormes rochas de granito que abundam pela Serra. Estes dois "calhaus" estão junto ao parque de merendas. Mas há imensas espalhadas pela floresta.



A panorâmica para sul permite-nos avistar o Tejo, a Margem Sul com a Arrábida ao fundo, Cascais e o Guincho. Fabuloso. Vale mesmo a pena o "esforço" de subir a Serra para descansar os olhos.