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sábado, 4 de setembro de 2010

Férias na Madeira - parte II - Fogo de Artifício

Para dinamizar o turismo, a Região da Madeira organiza vários eventos durante o ano, como por exemplo, a Festa da Flor, o Carnaval ou o espectacular fogo de artifício da passagem do ano. Desta vez, estava a decorrer a Festa do Mar, com vários espectáculos musicais e não só.
Na noite do dia em que chegamos, Sábado, pudémos assistir a 20 minutos de um fogo de artifício no porto do Funchal, em primeira fila. Era muita a gente que ocupava uma boa parte dos jardins da Avenida do Mar para poder apreciar este acontecimento pirotécnico. Nós, com algum espiríto de aventura, subimos para cima de um dos paredões do porto, onde também já estava imensa juventude madeirense, e já sentados, disfrutamos de um show de luz, cor e som. As fotos que se seguem pretendem demonstrar que, por vezes, há uma beleza exotérica em queimar uns bons milhares de euros.





























quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Férias na Madeira - parte I

Em Junho passado fomos passar seis dias de férias à ilha da Madeira. Já há algum tempo que tinhamos a ideia de gozar um tempo de descanso na terra do Alberto João Jardim.  Para tal, reservamos um quarto no Hotel Meliá Madeira Mare, um excelente hotel de 5* no Funchal, inaugurado em 2009, mas que naquela altura estava em conta.
A manhã foi gasta na viagem (estamos mais tempo no aeroporto do que no avião) e no rent-a-car para levantar a viatura. Conseguimos um bom preço, mas dada a quantidade de pessoas para levantar os carros ao mesmo tempo, estivémos mais de uma hora na fila. De qualquer forma, o carro que nos calhou em sorte era novinho em folha e portou-se bem a fazer os mais de 700 quilómetros percorridos durante a nossa estadia.


Depois do almoço, para começarmos a ver as vistas, resolvemos ir apreciar a paisagem para os lados do  Curral da Freiras.  No entanto, depois de uma estrada cheia de curvas e contra-curvas sempre a subir (que é o que não falta na Madeira), quando chegamos ao estacionamento do miradouro do Curral da Freiras, o tempo tinha mudado radicalmente. Um espesso nevoeiro impedia-nos de admirar fosse o que fosse.
  

Já que estavamos ali, prosseguimos a pé pelo caminho bem cuidado até ao miradouro. Desde já uma nota: a grande maioria dos percursos turísticos na Madeira estão muito bem tratados e vê-se que há um empenho em os manter limpos, coisa que infelizmente não acontece em muitos locais no Continente. Por exemplo, neste e noutros percursos, os caixotes do lixo estão dentro de cestos de vime, que se enquadram muito bem esteticamente. 


Chegados ao miradouro da Eira do Serrado pudemos observar uma parte da paisagem que não estava coberta pelo nevoeiro. Pudemos visualizar parte do Curral das Freiras mais de 500 metros abaixo de nós.



Este miradouro é um dos mais conhecidos da ilha, e está situado a mais de 1000 metros de altitude. Naquele dia, todavia, o nevoeiro tinha afastado a maioria dos turistas.


O tempo àquela altitude alterna rapidamente entre nevoeiro e Sol. Quando este aparece,  a temperatura sobe depressa.


A parte mais alta do Curral das Freiras ainda escondida pelo nevoeiro. À direita podemos ver a única estrada que liga esta localidade do centro da ilha ao resto da Madeira. Para chegar ao outro lado é necessário percorrer um túnel, um dos muitos que existem por toda a ilha.


Um dos muitos atractivos da Madeira é a beleza da flores que podemos encontrar em muitos locais.


A conjugação da temperatura e humidade é propícia a que por todo o lado surjam plantas de diferentes formas e feitios e com flores muitos bonitas.


No regresso ao hotel passamos pelo miradouro do Pico dos Barcelos onde se pode ver a beleza da cidade do Funchal em toda a sua extensão.


No Funchal vive quase metade da população da ilha. Toda a cidade se espraia pelas encostas quase até aos 800 metros de altitude, zona onde estão quase sempre núvens - o célebre capacete.  Apesar disso as temperaturas são amenas e agradáveis.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ciência Viva no Verão 2010 - Gruta Lapa das Pombas (Vídeo)



Pequeno vídeo feito pela Graça, captado por uma "velhinha" máquina fotográfica Fuji aquando da participação na actividade do Ciência Viva 2010 descrito na mensagem anterior. Esta gruta é do tipo algar, ou seja é uma gruta vertical, que é o tipo de cavidade mais vulgar em Portugal.

domingo, 8 de agosto de 2010

Ciência Viva no Verão 2010 - Os segredos geológicos da Arrábida

O Ciência Viva no Verão é um bom exemplo de dinheiro dos nossos impostos muito bem gasto. É uma excelente forma de por o cidadão comum em contacto com aspectos da ciência de uma forma lúdica (estamos no Verão) mas sem descurar o rigor científico da coisa. Sobretudo, sendo uma autêntica aula de campo, dá-nos uma visão totalmente diferente do que a mera aprendizagem teórica.
Desta vez, o primeiro domingo de Agosto foi escolhido para participarmos na saída intitulada "as grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida", organizada pela SPE - Sociedade Portuguesa de Espeleologia.
 http://www.spe.pt/espeleologia/Accoes-de-Divulgacao/As-grutas-que-escondem-as-aguas-subterraneas-da-Serra-da-Arrabida.htm


O encontro do grupo participante deu-se no Castelo de Sesimbra às 10h00 da manhã, e após uma breve descrição dos aspectos geológicos da Serra da Arrábida e da sua envolvente, partimos em direcção ao Farol do Cabo Espichel. 

A partir do Farol seguimos um trilho relativamente acessível até ao Focinho do Cabo.


O cabo Espichel é daquelas falésias cuja imponência faz lembrar deuses mitológicos. Esta é uma vista que a maioria dos visitantes raramente tem.


No Focinho do Cabo, descemos até uma plataforma que fica a cerca de 30 metros acima do nível do mar. O percurso é um autêntico caminho de cabras.




Uma vista do cabo Espichel que impressiona pela sua imponência. Nesse dia, o mar estava estranhamente calmo. Em baixo um enorme cardume evoluía despreocupadamente, enquanto aguardávamos  para observar a Gruta da  Lapa da Pombas.


Desde a plataforma onde estávamos até chegar à boca da Gruta há cerca de uns 6 ou 7 metros de caminho talhado na rocha, que cai a pique sobre o mar. Pelo que foi necessário usarmos o equipamento de segurança adequado, para lá chegarmos tranquilamente. Para lá do rigor científico nas explicações, quero salientar a preocupação com a segurança que os responsáveis  da actividade demonstraram.


A Gruta da Lapa das Pombas é um enorme buraco na vertical com mais de 50 metros, em cuja base entram as águas do mar. A abertura na rocha que nos permite ver a gruta situa-se a cerca de 30 metros da base. 


O cabo Espichel já esteve debaixo de um mar relativamente pouco profundo. Neste foto  da Gruta da Lapa das Pombas podemos ver restos de areia de uma praia primitiva de quando o nível do mar começou a baixar. 


À entrada da gruta podemos ver estes enormes blocos de rocha cuja forma arredondada mostra que já estiveram cobertos por água.


Um outro aspecto da entrada da Gruta da Lapa das Pombas. Mais acima fica uma outra gruta - a Furna dos Segredos.


O acesso à gruta da Lapa das Pombas requerer algum esforço físico, sobretudo para quem está em baixo de forma como eu. Mas faz-se em total segurança, apesar de não ser aconselhável para quem tem vertigens.


Aspecto do percurso talhado na rocha, com o mar trinta metros abaixo.


O pior mesmo foi a subida de volta até ao Farol do cabo Espichel. Com o calor  e o esforço da subida, soube bem descansar um pouco antes de continuar.



Nesse dia o mar estava com um azul mais azul. A temperatura por volta das 14h00 já passava do trinta graus.

Depois de um breve período de almoço (comemos umas sandes no Parque Ambiental do Alambre), subimos até à Terra do Risco para observarmos sumidouros - buracos onde a água se infiltra na terra e se escoa por cavidades subterrâneas até chegar ao mar.


A caminhada na Terra do Risco foi acessível, mas um pouco dificultada pelo enorme calor daquela tarde soalheira de domingo.



Aspecto de um sumidouro semi-artificial. Devido às características cársicas do subsolo,  a água das chuvas infiltra-se e vai percorrer aquíferos subterrâneos de percurso variável até chegar ao mar.



A parte final da actividade consistiu em descer pelo leito de um ribeiro seco até uma plataforma donde se pode ver a entrada da Gruta dos Morcegos, uma das nascentes naturais das águas subterrâneas da Arrábida. Pelo caminho pudemos admirar os aspectos da vegetação mediterrânica tão típica desta serra.



Só quando nos embrenhamos na vegetação densa é que temos bem a noção que aquilo parece mais uma selva mediterrânica.

Parte final do percurso junto ao mar. Não fosse alguém (os monitores) saber o trilho e era mesmo complicado chegar lá, dado a quantidade de rochas que tivemos de contornar e, nalguns casos, escalar.
O pior foi mesmo a subida.


Chegados à plataforma, soube mesmo bem o descanso e relaxar a vista para o azul da paisagem.



Esta zona da Arrábida é simplesmente magnífica. Parece que estamos num outro mundo, completamente afastados da civilização.


Aspectos geológicos da parede da cavidade onde descansamos.


Não fosse estarmos  a uns vinte e tal metros da água, teríamos ido dar um mergulho nestas águas de um azul marinho intenso e cheias de peixes.


Aspecto da falésia por cima da Gruta dos Morcegos.

A entrada da Gruta dos Morcegos. A gruta é acessível por mar ou descendo por cordas do sítio donde nos encontrávamos. Quando a maré sobe, há zona da gruta que ficam inundadas. Tem o nome devido a uma grande colónia de morcegos, que infelizmente está em declínio. Nas rochas,  à esquerda, podemos ver um grupo de corvos marinhos, cujos voos rasantes sobre o mar (que observamos) são espectaculares. 


Da Gruta dos Morcegos regressámos às Terras do Risco, uma subida que me custou um pouco, devido ao calor e à minha manifesta forma física imprópria para este tipo de actividades (a Graça está bem melhor).
Mais uma vez os meus parabéns à forma como foi organizada pela SPE.

O dia não acabou sem irmos dar um mergulho à Praia da Rainha na Costa, para refrescar.

E também para observar mais um magnífico por-do-Sol, numa altura em que na praia só já estamos nós e as gaivotas.

domingo, 18 de julho de 2010

Foz do Lizandro


Ultimamente, temos aproveitado alguns Domingos para ir a banhos. Hoje calhou a vez experimentar a praia da Foz do Lizandro. Trata-se de um extenso areal situado à entrada sul da Ericeira. Chegámos por volta das cinco e meia da tarde e, claro, a praia estava cheia de gente, como era de esperar. Chegar à praia é fácil. Dispõe de um bom parque de estacionamento gratuito e de um óptimo acesso ao areal através de uns passadiços em madeira bem cuidados. A temperatura rondava os 24 graus, mas como não havia vento, estava agradável.


As águas a norte do cabo da Roca são por natureza frias e as ondas convidam ao surf e, para os mais friorentos, a molhar apenas os pés.



Apesar de apinhada de veraneantes, a praia não estava suja, coisa que já não podemos dizer de outras praias como as da Caparica. Para lá da falésia fica a praia Sul da Ericeira.


No espaço de pouco mais de meia hora,  o céu ficou coberto de núvens e o pessoal começou a abondonar a praia. Os espaços vazios foram logo ocupados pelas gaivotas oportunistas.


Para além do excelente areal, esta praia é boa para vir tomar um copo, comer uns aperitivos ou mesmo jantar.


Aqui temos uma vista geral da praia, com o rio Lizandro a encontrar o mar através de um pequeno troço junto aos rochedos. Nesta altura já a praia se encontrava quase deserta, restando apenas as gaivotas e alguns surfistas radicais.