Agora que o Verão está a chegar ao fim, sabe bem recordar aqueles dias de calor à beira-mar. Um desses dias foi passado na costa alentejana perto de Odeceixe, cujas águas são um tanto ou quanto "geladas". A maioria das praias é óptima para o surf e desportos do género.
No regresso, fomos ver o por-do-Sol em Porto Covo. Aqui temos uma pequena compilação de fotos feita pela Graça.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Quinta da Regaleira - Sintra
Uma tarde de um dos Domingos deste Verão foi passada num dos tesouros de Sintra - a Quinta da Regaleira. Trata-se de um sítio agradável para passear e para apreciar uma série de simbolismos esotéricos, cheio de lagos, grutas, torres, estatuetas, fontes, etc. Parece que o senhor que mandou construir a quinta era um tipo cheio de dinheiro e, claro, resolveu gastar ali uma boa parte. E fez muito bem. Quase cem anos depois, é uma preciosidade a não perder. Os bihetes é que são um bocadito caros. Mas hà que aproveitar o dinheiros dos "camones" e dos portuguesitos que querem usufruir de algum património cultural do seu país.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Para relaxar
Cada vez mais os verões em Lisboa são sufocantes. Com temperaturas sempre acima dos trinta graus, não tarda muito para termos um clima parecido com o Norte de África. Devido a isso este foi o verão que fomos mais vezes a praias portuguesas. Aqui perto de Lisboa, as melhores praias apesar de tudo são ainda as da Costa da Caparica. Quando digo apesar de tudo estou a referir-me a que ao fim de semana as praias ficam completamente atulhadas de gente, que também tiveram a mesma ideia de nós: ir a banhos de Sol e mar. Em situações normais, em quinze ou vinte minutos depois de sair de casa, já estamos a procurar um lugar para estender as toalhas.
Este último Sábado à tarde, mais uma vez rumámos à Praia da Rainha, que é uma praia que eu (Paulo) gosto particularmente pois é fácil estacionar (a Graça prefere a Praia da Cabana do Pescador) e o areal está bastante acessível. O fim do dia é a melhor parte do dia, pois a praia fica quase só para nós e para as gaivotas. Segue-se uma pequena compilação de fotos em vídeo feita pela Graça obtidas nesse final de tarde. Só para o relax...
Este último Sábado à tarde, mais uma vez rumámos à Praia da Rainha, que é uma praia que eu (Paulo) gosto particularmente pois é fácil estacionar (a Graça prefere a Praia da Cabana do Pescador) e o areal está bastante acessível. O fim do dia é a melhor parte do dia, pois a praia fica quase só para nós e para as gaivotas. Segue-se uma pequena compilação de fotos em vídeo feita pela Graça obtidas nesse final de tarde. Só para o relax...
sábado, 4 de setembro de 2010
Férias na Madeira - parte II - Fogo de Artifício
Para dinamizar o turismo, a Região da Madeira organiza vários eventos durante o ano, como por exemplo, a Festa da Flor, o Carnaval ou o espectacular fogo de artifício da passagem do ano. Desta vez, estava a decorrer a Festa do Mar, com vários espectáculos musicais e não só.
Na noite do dia em que chegamos, Sábado, pudémos assistir a 20 minutos de um fogo de artifício no porto do Funchal, em primeira fila. Era muita a gente que ocupava uma boa parte dos jardins da Avenida do Mar para poder apreciar este acontecimento pirotécnico. Nós, com algum espiríto de aventura, subimos para cima de um dos paredões do porto, onde também já estava imensa juventude madeirense, e já sentados, disfrutamos de um show de luz, cor e som. As fotos que se seguem pretendem demonstrar que, por vezes, há uma beleza exotérica em queimar uns bons milhares de euros.
Na noite do dia em que chegamos, Sábado, pudémos assistir a 20 minutos de um fogo de artifício no porto do Funchal, em primeira fila. Era muita a gente que ocupava uma boa parte dos jardins da Avenida do Mar para poder apreciar este acontecimento pirotécnico. Nós, com algum espiríto de aventura, subimos para cima de um dos paredões do porto, onde também já estava imensa juventude madeirense, e já sentados, disfrutamos de um show de luz, cor e som. As fotos que se seguem pretendem demonstrar que, por vezes, há uma beleza exotérica em queimar uns bons milhares de euros.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Férias na Madeira - parte I
Em Junho passado fomos passar seis dias de férias à ilha da Madeira. Já há algum tempo que tinhamos a ideia de gozar um tempo de descanso na terra do Alberto João Jardim. Para tal, reservamos um quarto no Hotel Meliá Madeira Mare, um excelente hotel de 5* no Funchal, inaugurado em 2009, mas que naquela altura estava em conta.
A manhã foi gasta na viagem (estamos mais tempo no aeroporto do que no avião) e no rent-a-car para levantar a viatura. Conseguimos um bom preço, mas dada a quantidade de pessoas para levantar os carros ao mesmo tempo, estivémos mais de uma hora na fila. De qualquer forma, o carro que nos calhou em sorte era novinho em folha e portou-se bem a fazer os mais de 700 quilómetros percorridos durante a nossa estadia.
Um dos muitos atractivos da Madeira é a beleza da flores que podemos encontrar em muitos locais.
A conjugação da temperatura e humidade é propícia a que por todo o lado surjam plantas de diferentes formas e feitios e com flores muitos bonitas.
No regresso ao hotel passamos pelo miradouro do Pico dos Barcelos onde se pode ver a beleza da cidade do Funchal em toda a sua extensão.
A manhã foi gasta na viagem (estamos mais tempo no aeroporto do que no avião) e no rent-a-car para levantar a viatura. Conseguimos um bom preço, mas dada a quantidade de pessoas para levantar os carros ao mesmo tempo, estivémos mais de uma hora na fila. De qualquer forma, o carro que nos calhou em sorte era novinho em folha e portou-se bem a fazer os mais de 700 quilómetros percorridos durante a nossa estadia.
Depois do almoço, para começarmos a ver as vistas, resolvemos ir apreciar a paisagem para os lados do Curral da Freiras. No entanto, depois de uma estrada cheia de curvas e contra-curvas sempre a subir (que é o que não falta na Madeira), quando chegamos ao estacionamento do miradouro do Curral da Freiras, o tempo tinha mudado radicalmente. Um espesso nevoeiro impedia-nos de admirar fosse o que fosse.
Já que estavamos ali, prosseguimos a pé pelo caminho bem cuidado até ao miradouro. Desde já uma nota: a grande maioria dos percursos turísticos na Madeira estão muito bem tratados e vê-se que há um empenho em os manter limpos, coisa que infelizmente não acontece em muitos locais no Continente. Por exemplo, neste e noutros percursos, os caixotes do lixo estão dentro de cestos de vime, que se enquadram muito bem esteticamente.
Chegados ao miradouro da Eira do Serrado pudemos observar uma parte da paisagem que não estava coberta pelo nevoeiro. Pudemos visualizar parte do Curral das Freiras mais de 500 metros abaixo de nós.
Este miradouro é um dos mais conhecidos da ilha, e está situado a mais de 1000 metros de altitude. Naquele dia, todavia, o nevoeiro tinha afastado a maioria dos turistas.
O tempo àquela altitude alterna rapidamente entre nevoeiro e Sol. Quando este aparece, a temperatura sobe depressa.
A parte mais alta do Curral das Freiras ainda escondida pelo nevoeiro. À direita podemos ver a única estrada que liga esta localidade do centro da ilha ao resto da Madeira. Para chegar ao outro lado é necessário percorrer um túnel, um dos muitos que existem por toda a ilha.
Um dos muitos atractivos da Madeira é a beleza da flores que podemos encontrar em muitos locais.
A conjugação da temperatura e humidade é propícia a que por todo o lado surjam plantas de diferentes formas e feitios e com flores muitos bonitas.
No regresso ao hotel passamos pelo miradouro do Pico dos Barcelos onde se pode ver a beleza da cidade do Funchal em toda a sua extensão.
No Funchal vive quase metade da população da ilha. Toda a cidade se espraia pelas encostas quase até aos 800 metros de altitude, zona onde estão quase sempre núvens - o célebre capacete. Apesar disso as temperaturas são amenas e agradáveis.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Ciência Viva no Verão 2010 - Gruta Lapa das Pombas (Vídeo)
Pequeno vídeo feito pela Graça, captado por uma "velhinha" máquina fotográfica Fuji aquando da participação na actividade do Ciência Viva 2010 descrito na mensagem anterior. Esta gruta é do tipo algar, ou seja é uma gruta vertical, que é o tipo de cavidade mais vulgar em Portugal.
domingo, 8 de agosto de 2010
Ciência Viva no Verão 2010 - Os segredos geológicos da Arrábida
O Ciência Viva no Verão é um bom exemplo de dinheiro dos nossos impostos muito bem gasto. É uma excelente forma de por o cidadão comum em contacto com aspectos da ciência de uma forma lúdica (estamos no Verão) mas sem descurar o rigor científico da coisa. Sobretudo, sendo uma autêntica aula de campo, dá-nos uma visão totalmente diferente do que a mera aprendizagem teórica.
Desta vez, o primeiro domingo de Agosto foi escolhido para participarmos na saída intitulada "as grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida", organizada pela SPE - Sociedade Portuguesa de Espeleologia.
http://www.spe.pt/espeleologia/Accoes-de-Divulgacao/As-grutas-que-escondem-as-aguas-subterraneas-da-Serra-da-Arrabida.htm
À entrada da gruta podemos ver estes enormes blocos de rocha cuja forma arredondada mostra que já estiveram cobertos por água.
Desta vez, o primeiro domingo de Agosto foi escolhido para participarmos na saída intitulada "as grutas que escondem as águas subterrâneas da Serra da Arrábida", organizada pela SPE - Sociedade Portuguesa de Espeleologia.
http://www.spe.pt/espeleologia/Accoes-de-Divulgacao/As-grutas-que-escondem-as-aguas-subterraneas-da-Serra-da-Arrabida.htm
O encontro do grupo participante deu-se no Castelo de Sesimbra às 10h00 da manhã, e após uma breve descrição dos aspectos geológicos da Serra da Arrábida e da sua envolvente, partimos em direcção ao Farol do Cabo Espichel.
A partir do Farol seguimos um trilho relativamente acessível até ao Focinho do Cabo.
O cabo Espichel é daquelas falésias cuja imponência faz lembrar deuses mitológicos. Esta é uma vista que a maioria dos visitantes raramente tem.
No Focinho do Cabo, descemos até uma plataforma que fica a cerca de 30 metros acima do nível do mar. O percurso é um autêntico caminho de cabras.
Uma vista do cabo Espichel que impressiona pela sua imponência. Nesse dia, o mar estava estranhamente calmo. Em baixo um enorme cardume evoluía despreocupadamente, enquanto aguardávamos para observar a Gruta da Lapa da Pombas.
Desde a plataforma onde estávamos até chegar à boca da Gruta há cerca de uns 6 ou 7 metros de caminho talhado na rocha, que cai a pique sobre o mar. Pelo que foi necessário usarmos o equipamento de segurança adequado, para lá chegarmos tranquilamente. Para lá do rigor científico nas explicações, quero salientar a preocupação com a segurança que os responsáveis da actividade demonstraram.
A Gruta da Lapa das Pombas é um enorme buraco na vertical com mais de 50 metros, em cuja base entram as águas do mar. A abertura na rocha que nos permite ver a gruta situa-se a cerca de 30 metros da base.
O cabo Espichel já esteve debaixo de um mar relativamente pouco profundo. Neste foto da Gruta da Lapa das Pombas podemos ver restos de areia de uma praia primitiva de quando o nível do mar começou a baixar.
À entrada da gruta podemos ver estes enormes blocos de rocha cuja forma arredondada mostra que já estiveram cobertos por água.
Um outro aspecto da entrada da Gruta da Lapa das Pombas. Mais acima fica uma outra gruta - a Furna dos Segredos.
O acesso à gruta da Lapa das Pombas requerer algum esforço físico, sobretudo para quem está em baixo de forma como eu. Mas faz-se em total segurança, apesar de não ser aconselhável para quem tem vertigens.
Aspecto do percurso talhado na rocha, com o mar trinta metros abaixo.
O pior mesmo foi a subida de volta até ao Farol do cabo Espichel. Com o calor e o esforço da subida, soube bem descansar um pouco antes de continuar.
Nesse dia o mar estava com um azul mais azul. A temperatura por volta das 14h00 já passava do trinta graus.
Depois de um breve período de almoço (comemos umas sandes no Parque Ambiental do Alambre), subimos até à Terra do Risco para observarmos sumidouros - buracos onde a água se infiltra na terra e se escoa por cavidades subterrâneas até chegar ao mar.
A caminhada na Terra do Risco foi acessível, mas um pouco dificultada pelo enorme calor daquela tarde soalheira de domingo.
Aspecto de um sumidouro semi-artificial. Devido às características cársicas do subsolo, a água das chuvas infiltra-se e vai percorrer aquíferos subterrâneos de percurso variável até chegar ao mar.
A parte final da actividade consistiu em descer pelo leito de um ribeiro seco até uma plataforma donde se pode ver a entrada da Gruta dos Morcegos, uma das nascentes naturais das águas subterrâneas da Arrábida. Pelo caminho pudemos admirar os aspectos da vegetação mediterrânica tão típica desta serra.
Só quando nos embrenhamos na vegetação densa é que temos bem a noção que aquilo parece mais uma selva mediterrânica.
Parte final do percurso junto ao mar. Não fosse alguém (os monitores) saber o trilho e era mesmo complicado chegar lá, dado a quantidade de rochas que tivemos de contornar e, nalguns casos, escalar.
O pior foi mesmo a subida.
Chegados à plataforma, soube mesmo bem o descanso e relaxar a vista para o azul da paisagem.
Esta zona da Arrábida é simplesmente magnífica. Parece que estamos num outro mundo, completamente afastados da civilização.
Aspectos geológicos da parede da cavidade onde descansamos.
Não fosse estarmos a uns vinte e tal metros da água, teríamos ido dar um mergulho nestas águas de um azul marinho intenso e cheias de peixes.
Aspecto da falésia por cima da Gruta dos Morcegos.
A entrada da Gruta dos Morcegos. A gruta é acessível por mar ou descendo por cordas do sítio donde nos encontrávamos. Quando a maré sobe, há zona da gruta que ficam inundadas. Tem o nome devido a uma grande colónia de morcegos, que infelizmente está em declínio. Nas rochas, à esquerda, podemos ver um grupo de corvos marinhos, cujos voos rasantes sobre o mar (que observamos) são espectaculares.
Da Gruta dos Morcegos regressámos às Terras do Risco, uma subida que me custou um pouco, devido ao calor e à minha manifesta forma física imprópria para este tipo de actividades (a Graça está bem melhor).
Mais uma vez os meus parabéns à forma como foi organizada pela SPE.
O dia não acabou sem irmos dar um mergulho à Praia da Rainha na Costa, para refrescar.
E também para observar mais um magnífico por-do-Sol, numa altura em que na praia só já estamos nós e as gaivotas.
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