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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Penedo Durão




Hoje vamos falar da nossa recente breve passagem pelo Penedo Durão. Aconteceu no regresso da nossa viagem à vila de Torre de Dona Chama, em Trás-os-Montes, onde passámos o Natal com a família.
O Penedo Durão é um gigantesco penhasco que faz parte das arribas do Douro Internacional, situado no extremo sudeste da província transmontana.
Esta é a quarta vez que fazemos um desvio enorme para visitar o lugar. E é mesmo um desvio, pois apesar do piso das estradas estar bem melhor do que da última vez, demorámos cerca de duas longas horas a percorrer a distância. E, nestes dias curtíssimos de Inverno, duas horas é mesmo muito tempo.




O dia era de Inverno, nublado e frio. Todavia, mesmo nos piores dias, Trás-os-Montes revela-nos paisagens misteriosas e a perder de vista. Nesta panorâmica podemos ver as vistas a partir da encosta sul da Serra de Bornes, próxima do Hotel & SPA de Alfândega da Fé http://www.spahotelalfandega.com/.




A cerca de vinte quilómetros de distância, a silhueta do Penedo Durão começa a destacar-se no horizonte. Na sua base, para norte, fica Freixo de Espada à Cinta. Pelo facto de fazermos mais de 30 quilómetros, desde a útima povoação, sem encontrarmos vivalma, Freixo parece ser uma terra que fica mesmo muito longe e isolada. Além disso, a quantidade de curvas que é preciso fazer para lá chegar, ainda aumenta mais essa sensação. Felizmente, que a estrada já não está esburacada.
No entanto, e apesar de solitária, a vila é bem agradável e merece uma visita demorada. Por outro lado, tem uma quantidade enorme de campos agrícolas bem cuidados.



Para chegar ao topo do Penedo Durão, atravessamos Freixo, seguimos em direccção a Barca de Alva e, pouco depois, viramos à direita seguindo as indicações. Mais à frente a estrada começa a subir a montanha e, cerca de 5 a 6 km depois, estamos a estacionar no parque do miradouro do Penedo Durão.



Apesar de não ser a primeira vez que lá estamos, ficamos sempre deslumbrados pela paisagem. Ao fundo podemos ver o rio Douro e a barragem de Saucelle. Do outro lado fica Espanha.


O desnível entre o topo e a base é, seguramente, de mais de 500 metros. Lá ao fundo fica a foz do rio Huebra.



O objectivo da nossa ida ao Penedo Durão era, obviamente, a observação de aves, mais propriamente, dos habitantes residentes em maior abundância, os grifos. Esta zona do Douro é capaz de ser o sítio de Portugal onde estes abutres se encontram em maior número. No entanto, estavamos com receio que o facto de serem já 16h20 da tarde, estarem 4ºC e o tempo ameaçar chuva, esse encontro não fosse possível.  Mas, felizmente, os "nossos amigos" não se importam com essas condições adversas. E lá estavam eles.
Desta vez pudémos fazer algumas fotos, a maioria delas desfocadas. Mas é o melhor que se consegue com com uma Canon EOS 450D com uma objectiva Sigma 70-300 mm e aves  a deslocarem-se velozmente a mais de 300 metros de distância.



Também pudémos usar os binóculos. Aliás, este auxiliar é precioso pora podermos observar detalhes que de outra forma seria impossível.



Apesar do mau tempo, os grifos ainda conseguem apanhar correntes de ar quente (ou, neste caso, menos frio) com as quais conseguem atingir uma altitude impressionante em pouco tempo e praticamente sem esforço.



O miradouro do Penedo Durão está bem cuidado, apesar de ser necessário ter cuidado com os beirais, pois qualquer descuido pode ser fatal.


Observar abutres a planar sobre o Douro é um passatempo muito relaxante, mesmo com mau tempo (frio e vento). O Penedo Durão é excelente para isso, pois além da amplitude, podemos ver aves por cima e por baixo de nós, pois há muitas que aproveitam as escarpas abaixo para repousarem. Nem tudo é mau neste País, e aqui parece que os grifos não têm muitas razões de queixa. Até existe uma alimentador de abrutes perto do miradouro, onde regularmente são depositadas carcaças de animais como alimento dos bichos.



Este recanto de Portugal, provavelmente, o mais isolado do todos, encerra um dos miradouros mais belos do País. Recomendamos, pois, uma visita demorada. Não se esqueçam é de trazer os binóculos e a máquina fotográfica.



Pelo Natal, o dia tem o salto de um pardal, ou seja, dura muito pouco. Depois desta foto, tirada na descida para Barca de Alva, e onde, à esquerda, podemos ver a Serra da Marofa, já na Beira Alta, a noite apareceu repentinamente e com ela um regresso chuvoso até Lisboa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fim de tarde na Lagoa de Albufeira

Para relaxar, resolvemos ir tirar umas fotos à Lagoa de Albufeira, perto de Sesimbra. Quando chegámos, já passava das sete da tarde e o Sol estava quase a por-se. Quando era pequeno achava piada haver uma lagoa chamada de Albufeira perto de Lisboa, quando Albufeira era no Algarve. E sempre tive curiosidade em visita-la. No entanto, só há uns anos é que a fui visitar pela primeira vez. E, na altura, não gostei do que vi.
Muitas casas clandestinas, tendas de campismo por todo o lado, a lagoa cheia de lixo.
Desta vez, pudemos observar que o número de casas continua a aumentar, mas parece haver mais algum ordenamento. Já não se vêem campistas e a lagoa parece razoavelmente limpa.

Como era fim de tarde, já quase não havia ninguém na praia. O acesso é fácil e está bem arranjado.
Podemos observar o extenso areal que vem desde a Costa da Caparica, apenas interrompido pela ligação directa da lagoa ao mar.

Para sul fica o Cabo Espichel. Antes, fica a famosa praia do Meco.

A esta hora do dia, a lagoa é frequentada por centenas de aves, sobretudo gaivotas. E como a maré estava a descer, devia ser a hora do jantar.

Zona de confluência das águas do oceano com as da lagoa.

Grupo de gaivotas do outro lado da praia. É para tirar fotos mais ampliadas do que esta que estamos a pensar investir num telescópio Zeiss Diascope 85 T FL. Mas 0s 2000 euros necessários faz-nos parar para pensar.

Podemos ver a força da corrente que leva a água a sair da lagoa em direcção ao mar, numa altura em que a maré está a descer. Do outro lado da lagoa, no cima da colina florestada, ficam umas instalações da Nato. Se não fosse isso, provavelmente tínhamos ali mais umas quantas urbanizações.

Esta foto é uma experiência com a máquina a demorar 1 segundo a tirar a foto. Dá um efeito diferente da corrente em direcção ao mar.

Último por-do-Sol deste Verão de 2009. É provavelmente a parte do dia mais agradável, isto claro quando há Sol.

No espaço de pouco mais de meia hora, o nível da água baixou consideravelmente.

Esta foto não transmite toda a luminosidade e variação dos tons de vermelho que pudemos observar, já depois do Sol ter desaparecido no horizonte.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Fim-de-Semana no Algarve (Fotos)

Vista parcial da Lagoa dos Salgados. Em primeiro plano, o parque de estacionamento da Praia dos Salgados.

Do parque de estacionamento até à Praia dos Salgados ainda são para aí uns 300 ou 400 metros, que se fazem bem através deste passadiço em madeira.

Esta é uma vista da zona dunar que existe numa grande extensão junto à Praia dos Salgados. Parece estar num estado razoável de conservação. É capaz de ser das poucas zonas sem construção nesta parte do Algarve. Ao fundo à direita está Armação de Pera.

Flamingos na Lagoa dos Salgados. É sempre um regalo para os olhos ver estes animais, embora esta não seja a melhor altura do ano para o fazer.

Ave em pleno voo na Lagoa dos Salgados. Ao fundo está um campo de golfe e mais construções, que podem por em causa o já fraco equilíbrio ecológico da Lagoa.

Por do Sol visto na Praia dos Salgados num dia 15 de Agosto que foi muito agradável do ponto de vista meteorológico (e não só).

Praia da Senhora da Rocha vista do miradouro junto à capela. Que belo dia de Verão!

Ponta da Piedade em Lagos. É a segunda vez que visitamos o local e podemos dizer que tem uma vista fabulosa. Tanto as formações rochosas como a cor da água. Os tons de azul e verde são mesmo bonitos. Não tivemos foi tempo de ir visitar as grutas.

Ponta da Piedade vista de outro ângulo. Simplesmente magnifica.

Praia da Luz na aldeia do mesmo nome. Estava apinhada de banhistas, pelo que foi só mesmo tempo de beber um café.

da Praia da Luz seguimos para Vila do Bispo e daí em direcção a Aljezur. Antes da Carrapateira, entramos no Parque Natural da Costa Vicentina onde apreciamos estas vistas de mar.

Os rochedos das falésias são impressionantes e a vista de cortar a respiração.

Um ponto positivo deste Parque Natural: o acesso às falésias é feito através destas estruturas de madeira. Embora nesta zona pareça haver algum excesso de zelo.

Último destino do dia: Praia da Bordeira, que já se vê ao fundo à esquerda.

Vista geral da Praia da Bordeira, com a maré vazia. Aquelas ondas todas são óptimas para a prática do surf. Para banhos é que nem por isso.

O que mais impressiona é a extensão do areal, razoavelmente limpo.

Caranguejo jovem a procurar fazer pela vida. Uma das facetas biológicas da Praia da Bordeira.

A praia da Bordeira é um paraíso para os surfistas.

Dunas na Praia da Bordeira. Aqui parece que estamos em pleno deserto, tal a extensão do areal. Do lado esquerdo fica a Carrapateira.

Ficámos até ao por do Sol. Mas valeu a pena.

Um teste da objectiva 70-300 mm da Sigma que tínhamos comprado uns dias antes.

Finalmente uma praia deserta no Algarve. Mas foi preciso esperar até ao fim do dia.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fim-de-Semana no Algarve

Por motivos profissionais, é difícil aproveitar fins-de-semana completos como o do feriado de 15 de Agosto passado.
Resolvemos, pois, seguir para o nosso Algarve, não o Allgarve do Pinho.
Fizemos a inscrição no Ciência Viva no Verão para a observação de aves na Lagoa da Quinta dos Salgados, perto de Armação de Pera, e por isso, e aproveitando uma promoção de preços, ficámos instalados no Hotel Vila Galé Naútico http://www.vilagale.pt/pages/hoteis/?hotel=8.
Apesar de agradável e de ser um 4 estrelas, não se compara aos hotéis da mesma categoria que temos ficado em Espanha, tanto em instalações como em serviço de refeições.
Nunca tínhamos estado em Armação de Pera. Pensei que já, mas tinha-a confundido com o Carvoeiro.
Na Sexta-feira, já saímos de Lisboa tarde, pelo que a chegada ao hotel foi quase à 1 e meia da manhã.
No Sábado, a seguir ao pequeno-almoço, ficámos na piscina para podermos dar um mergulho.
Apesar dos prédios altos e relativamente feiosos, e obviamente de toda a confusão natural desta altura do ano, anda-se bem por aquelas paragens.
Junto ao mercado, há uma série de pequenas tascas onde se come bem e barato. Foi numa dessas que almoçámos e, depois, repetimos para jantar.
À tarde, fomos para a Praia dos Salgados que se estende desde a Lagoa dos Salgados até Armação de Pera.
A Praia dos Salgados é excelente. Uma extensão enorme de areal e um comprido passadiço de madeira que vai desde o parque de estacionamento até mesmo à praia. Esta zona é capaz de ser uma das maiores do Algarve sem construções mesmo junto à praia. Pelo menos, por enquanto.
Tirando o barulho dos aviões, que constantemente sobrevoam as praias de um lado para o outro a rebocar aquelas enormes tiras de publicidade, aquelas 2 horas e meia foram extremamente bem passadas.
Por volta das 18h30 fomos ter com os elementos do SPEA, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves http://www.spea.pt/, organizadores da observação das aves.
Não obstante haver mais pessoas inscritas, só nós é que aparecemos para aquela hora. Os três elementos do SPEA foram muitos simpáticos. Para além dos flamingos, pudemos ver mais espécies de aves, como o pernilongo, várias espécies de patos, a garça-real, guinchos, andorinhas. Nunca imaginávamos que houve tanto bicho naquela lagoa.
Já agora, a Lagoa dos Salgados situa-se na Quinta do mesmo nome, a qual é propriedade privada.
Aparentemente, está bem razoavelmente bem conservada, mas encontra-se ameaçada por uma série de construções. Dum lado tem um campo de golfe bem encostado às margens, além de prédios em fase final de acabamentos. Do outro, sobretudo agora no Verão, é o corropio de carros que se dirigem ao parque de estacionamento da Praia dos Salgados.
Mas, mesmo assim, parece que as aves, pelo menos algumas, não se importam muito.
Depois das observações, voltámos para a praia e ficamos lá até ao cair da noite. Só uma nota negativa: ao regressar ao estacionamento pelo passadiço, eu (Paulo) fui atacado por dezenas de mosquitos. Já se está a ver o resultado.
Depois do jantar, ficámos surpreendidos pela quantidade enorme de gente nas ruas principais de Armação de Pera. À uma da manhã eram milhares de pessoas. E muitas lojas ainda abertas.
No Domingo, a ideia era ir até à praia, tendo em conta o calor. Antes, passámos pelo miradouro da Senhora da Rocha, que fica logo a seguir a Armação.
Fomos até ao Alvor onde um banho na água quente nos refrescou um pouco.
Seguimos para Lagos, onde fomos revisitar a Ponta da Piedade com as vistas para as rochas com formas peculiares.
Por pura curiosidade, fomos visitar a Aldeia da Luz e passámos junto ao Ocean Club de onde desapareceu a Maddie.
A praia da Luz estava completamente cheia. Aliás, acho que nesse dia todas as praias do Algarve deviam estar à pinha.
Assim, seguimos para o nosso destino seguinte: praia da Bordeira, junto à Carrapateira, Aljezur.
Esta praia fica em pleno Parque Natural da Costa Vicentina.
No caminho para lá, pudemos admirar os enormes penhascos, onde aqui se formam pequenas praias praticamente desertas.
A praia da Bordeira tem um grande areal, não só em comprimento, mas também em largura.
Para quem gosta de água quente, esta não é a praia ideal. É uma praia ventosa, cheia de pequenas ondas e parece ser uma Meca para os surfistas. Nessa tarde, havia bastantes, sobretudo estrangeiros.
No regresso, jantámos muito bem no Restaurante do Cabrita, na Carrapateira.
Na prática, foram pouco mais de 48 horas que souberam a pouco. Mas, pelo menos não podemos dizer mal do nosso Algarve e apesar de ser Agosto.