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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Gerês - Portugal Fantástico - Parte II (Fotos)

Vista da Cidade da Calcedónia no início do percurso a partir do local onde estacionamos o carro.
Já nesta altura, o calor do Sol apertava. Mas, à partida parecia não ser muito complicado. O pior foi quando começamos a subir. A famosa fenda fica do lado direito da imagem. Nós resolvemos subir pelo lado esquerdo - decisão errada!

Depois da subida ao topo, as vistas são magníficas. Nas costas da Graça fica Covide, com os seus ricos pastos verdes.
Subir estes pedregulhos revelou-se uma tarefa tudo menos fácil. Mas isto para mim, um citadino militante, que passa mais de oito horas sentado por dia (pelo menos). Mas valeu a pena.


A acção dos elementos chuva, vento, variação térmica, está por todo o lado. Parece que esta zona foi um importante forte romano, mas tudo o que vimos parece ter sido construido (ou destruido) pela Natureza.

Se subir é difícil, descer ainda é mais. Nalguns rochedos como este, só mesmo sentado. Claro, isto para um tipo com 30 quilos a mais do que devia ter.

A foto não dá para se ter bem a noção do tamanho destas paredes e placas de rocha granítica.
Mas que são imponentes, lá isso são.

A vista para o lado sul estende-se quase até Braga. Lá ao fundo fica a famosa São Bento da Porta Aberta. Também dá para ver a variedade de flores que surgem no meio das rochas.

Mais umas paredes do lado este. Foi por aqui que encontrámos o trilho oficial.
Uma das muitas formas curiosas esculpida pelos elementos.
Quase parecem umas gravuras rupestres, mas aqui os artistas são outros.

Um dos poucos sítios à sombra na Calcedónia. Aqui já estamos no trilho oficial e à sombra como a Graça gosta.


A entrada da fenda da Calcedónia. Na foto não dá para ver a dimensão da coisa, mas estamos a falar de dez metros de altura, por cento e cinquenta de comprimento, e pouco mais de 1 metro de largura. A Graça prometeu-me que para a próxima entramos lá.
Esta é uma pequena cavidade que atravessamos para podermos seguir no trilho. Está já próxima da fenda. Como se pode ver, é água a escorrer por todo o lado.


De repente, pensei estar na ilha da Páscoa. Mas não, isto é na Calcedónia.

Para quem goste de apanhar um pouco de calor, aprecie paisagens quase lunares, e se queira cansar um bocado (um bocadito...), então não ficará desiludido. Não se esqueçam é de trazer o lanche, muita água, o chapéu e os óculos de Sol (http://www.excellentoptica.pt/).

domingo, 17 de maio de 2009

Gerês - Portugal Fantástico - parte I

Não é a primeira vez que visitamos o Gerês. Aliás, desde os meus tempos da Universidade do Minho que as idas à Portela do Homem e a Vilarinho da Furnas já aconteceram por diversas vezes.
A última vez a sério foi em Agosto de 2000. Nessa altura, resolvemos acampar no Parque de Campismo do Vimeiro, na vila do Gerês. Foi sol de pouca dura, pois a chuva estragou-nos os planos. Mas, mesmo assim, ainda deu para fazer uma caminhada de mais de 20 km até aos Carris e apreciar a vista até Pitões das Júnias. Também visitamos a cascata do Arado e alguns miradouros pitorescos como a da Pedra Bela.
Este ano, às voltas para onde iríamos passar o feriado de 1 de Maio (3 dias seguidos não são para desperdiçar), resolvemos juntar a vontade da Graça para ir para um SPA, com a minha de fazer umas caminhadas.
A nossa escolha caiu sobre o Hotel Águas do Gerês http://www.aguasdogeres.pt/.
A empresa que explora o hotel é também proprietária de um SPA e das termas, que funcionam num edifício separado. Para ir ao SPA também não é obrigatório estar alojado no hotel, embora haja preços especiais para os hóspedes.
A vila do Gerês é uma terra muito simpática. Na realidade, consiste numa rua principal onde estão vários restaurantes, hotéis e pequenas lojas. Depois, há uma série de construções ao longo das encostas do vale.
O hotel também é agradável, embora não seja nada de especial.
O SPA é muito bom. Não estava à espera de tal no Gerês. Tudo muito limpo, funcionários simpáticos e, felizmente, pouca gente. Isto, porque é por marcações, logo não dá para haver grandes confusões (se calhar na época alta até há). É pena estar fechado Domingo à tarde.
Bom mas o que é fizemos então nesse fim de semana?
Sexta-feira, 1 de Maio, pouca coisa, a não ser a viagem de Lisboa para o Minho.
A Graça ainda estava com esperança de ir para o SPA, mas como chegamos cerca das 17h30 ao hotel, só deu para ir marcar umas massagens e o circuito termal para o dia seguinte.
Estava calor naquele dia. Mais do que em Lisboa. Talvez por ser um vale entre as montanhas.
Um crepe gelado a seguir soube mesmo bem.
Em Maio os dias já são grandes. Assim, ainda fomos até à Portela do Homem onde enchemos umas garrafas de água numa fonte de água bem gelada. Fontes de água é o que não faltam no Gerês.
A seguir, resolvemos fazer o caminho de terra batida que atravessa a Mata de Albergaria até à barragem de Vilarinho das Furnas. Só me esqueci que, além de ser terra batida, o caminho está completamente cheio de buracos e lombas, sendo totalmente inadequado para vulgares carros ligeiros. Só mesmo TT. Assim, fizemos aqueles cerca de 6 km a 10 à hora.
Mesmo com o stress da condução, ainda deu para apreciar a beleza da floresta. Ao fim do dia as árvores assumem cores com muitos tons de verdes. Além disso, se não fossem alguns grupos de caminhantes (mesmo àquela hora) - havia vários turistas espanhóis - o silêncio é apenas quebrado pelos pássaros e pelo correr da água.
Felizmente que o incêndio aconteceu em Março não afectou esta linda mata (foi mesmo ao lado). Acho que isso, se algum dia acontecer, será uma tragédia e uma perda terrível para todos os bons amantes da Natureza.
O regresso fez-se por uma estrada alcatroada que vai de S. João do Campo, passa pelo cruzamento para Covide e atravessa a serra indo ter à Vila do Gerês pelo lado oeste. Foi a seguir a Covide que percebi onde ficava a Calcedónia, com a famosa fenda. Ficou logo assente que era ali que iríamos no dia seguinte, apesar da pouca vontade da Graça, mais uma vez a pensar no SPA.
O jantar foi na Pensão Baltazar, junto ao parque de estacionamento do hotel.
Com bom aspecto, boa decoração, ambiente familiar, fomos servidos com boa comida e por um preço razoável http://www.pensaobaltazar.com/.