sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fim-de-Semana no Algarve

Por motivos profissionais, é difícil aproveitar fins-de-semana completos como o do feriado de 15 de Agosto passado.
Resolvemos, pois, seguir para o nosso Algarve, não o Allgarve do Pinho.
Fizemos a inscrição no Ciência Viva no Verão para a observação de aves na Lagoa da Quinta dos Salgados, perto de Armação de Pera, e por isso, e aproveitando uma promoção de preços, ficámos instalados no Hotel Vila Galé Naútico http://www.vilagale.pt/pages/hoteis/?hotel=8.
Apesar de agradável e de ser um 4 estrelas, não se compara aos hotéis da mesma categoria que temos ficado em Espanha, tanto em instalações como em serviço de refeições.
Nunca tínhamos estado em Armação de Pera. Pensei que já, mas tinha-a confundido com o Carvoeiro.
Na Sexta-feira, já saímos de Lisboa tarde, pelo que a chegada ao hotel foi quase à 1 e meia da manhã.
No Sábado, a seguir ao pequeno-almoço, ficámos na piscina para podermos dar um mergulho.
Apesar dos prédios altos e relativamente feiosos, e obviamente de toda a confusão natural desta altura do ano, anda-se bem por aquelas paragens.
Junto ao mercado, há uma série de pequenas tascas onde se come bem e barato. Foi numa dessas que almoçámos e, depois, repetimos para jantar.
À tarde, fomos para a Praia dos Salgados que se estende desde a Lagoa dos Salgados até Armação de Pera.
A Praia dos Salgados é excelente. Uma extensão enorme de areal e um comprido passadiço de madeira que vai desde o parque de estacionamento até mesmo à praia. Esta zona é capaz de ser uma das maiores do Algarve sem construções mesmo junto à praia. Pelo menos, por enquanto.
Tirando o barulho dos aviões, que constantemente sobrevoam as praias de um lado para o outro a rebocar aquelas enormes tiras de publicidade, aquelas 2 horas e meia foram extremamente bem passadas.
Por volta das 18h30 fomos ter com os elementos do SPEA, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves http://www.spea.pt/, organizadores da observação das aves.
Não obstante haver mais pessoas inscritas, só nós é que aparecemos para aquela hora. Os três elementos do SPEA foram muitos simpáticos. Para além dos flamingos, pudemos ver mais espécies de aves, como o pernilongo, várias espécies de patos, a garça-real, guinchos, andorinhas. Nunca imaginávamos que houve tanto bicho naquela lagoa.
Já agora, a Lagoa dos Salgados situa-se na Quinta do mesmo nome, a qual é propriedade privada.
Aparentemente, está bem razoavelmente bem conservada, mas encontra-se ameaçada por uma série de construções. Dum lado tem um campo de golfe bem encostado às margens, além de prédios em fase final de acabamentos. Do outro, sobretudo agora no Verão, é o corropio de carros que se dirigem ao parque de estacionamento da Praia dos Salgados.
Mas, mesmo assim, parece que as aves, pelo menos algumas, não se importam muito.
Depois das observações, voltámos para a praia e ficamos lá até ao cair da noite. Só uma nota negativa: ao regressar ao estacionamento pelo passadiço, eu (Paulo) fui atacado por dezenas de mosquitos. Já se está a ver o resultado.
Depois do jantar, ficámos surpreendidos pela quantidade enorme de gente nas ruas principais de Armação de Pera. À uma da manhã eram milhares de pessoas. E muitas lojas ainda abertas.
No Domingo, a ideia era ir até à praia, tendo em conta o calor. Antes, passámos pelo miradouro da Senhora da Rocha, que fica logo a seguir a Armação.
Fomos até ao Alvor onde um banho na água quente nos refrescou um pouco.
Seguimos para Lagos, onde fomos revisitar a Ponta da Piedade com as vistas para as rochas com formas peculiares.
Por pura curiosidade, fomos visitar a Aldeia da Luz e passámos junto ao Ocean Club de onde desapareceu a Maddie.
A praia da Luz estava completamente cheia. Aliás, acho que nesse dia todas as praias do Algarve deviam estar à pinha.
Assim, seguimos para o nosso destino seguinte: praia da Bordeira, junto à Carrapateira, Aljezur.
Esta praia fica em pleno Parque Natural da Costa Vicentina.
No caminho para lá, pudemos admirar os enormes penhascos, onde aqui se formam pequenas praias praticamente desertas.
A praia da Bordeira tem um grande areal, não só em comprimento, mas também em largura.
Para quem gosta de água quente, esta não é a praia ideal. É uma praia ventosa, cheia de pequenas ondas e parece ser uma Meca para os surfistas. Nessa tarde, havia bastantes, sobretudo estrangeiros.
No regresso, jantámos muito bem no Restaurante do Cabrita, na Carrapateira.
Na prática, foram pouco mais de 48 horas que souberam a pouco. Mas, pelo menos não podemos dizer mal do nosso Algarve e apesar de ser Agosto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A caminho de Los Alcornocales - Fotos

Casares, vista ao longe, com o seu casario pintado de branco, típico de muitos pueblos desta zona da Andaluzia

A imponente Sierra Bermeja coberta de nuvens.

Mais um pueblo branco - Gaucin, com o seu velho castelo, no alto da rochas.

El Colmenar no vale do rio Guadiaro. Toda a mancha verde que se vê faz parte da Reserva Nacional de Cortes de La Frontera.

A Sierra de Los Pinos. À direita fica Cortes de La Fronteira.


No meio do verde, começámos a ver uma mancha branca. Trata-se do Peñon del Berrueco, uma formação rochosa calcária de aspecto peculiar.

El Peñon del Berrueco com a Sierra de los Pinos ao fundo.

Outra vista do Peñon del Berrueco.

Para além da cortiça, os habitantes desta zona dedicam-se também à criação de gado

Ubrique com a suas serras. Ainda estivemos tentados a lá ir, mas estávamos com o tempo contado.

Entrada em Los Alcornocales em direcção a Puerto de Galis. Alcornoque quer dizer sobreiro, daí o nome do Parque. A produção de cortiça é uma actividade humana de desenvolvimento sustentável muito importante. Aproveita-se uma matéria-prima sem destruir a árvore, ao contrário de outras actividades florestais em que há abate. A existência dos sobreiros faz com que um ecossistema completo subsista sem dificuldade. É um paraíso para as aves de rapina. E mesmo a criação de gado (com regras e respeito), não parece interferir muito.

A selva não existe só na Amazónia. Los Alcornocales tem uma imensa floresta que é o que resta das antigas selvas subtropicais que existiam hà milhões de anos no sul da Europa


Los Alcornocales não é só um paraíso biológico. Em termos geológicos, também possuí aspectos interessantes. Esta é uma falha vista de La Sauceda.



O rio Hozgarganta com alguma água. No verão, os rios quase ficam secos, para no tempo das chuvas se transformarem em verdadeiras torrentes.



Ponte sobre o rio Hozgarganta.


árvores com troncos de tamanho impressionante.

Natureza em estado puro e selvagem.


Jimena de La Frontera. Mais uma vez, casario branco e respectivo castelo.



A caminho de Los Alcornocales

O primeiro dia de férias na Andaluzia, começou com o céu cheio de nuvens. Foi o único, pois os outros dias todos foram autênticos banhos de sol e temperaturas altas. De qualquer forma, não estava frio.
Olhámos para o mapa e decidimos explorar o lado este do Parque de Los Alcornocales. Apesar de não parecerem ser muitos, na realidade foram mais de 150 km percorridos o dia todo. A ideia era fazer algumas caminhadas, mas, por um lado o tempo instável, e ,por outro a incerteza do tempo a fazer o percurso, a viagem acabou por ser um percurso de automóvel, mas que valeu a pena pela paisagens.
De Estepona,seguimos para Casares, uma localidade branca, que fica nas encostas ocidentais da Sierra Bermeja. A partir de Casares, e em direcção a Gaucin, começamos a entrar em zona florestal, mas com diversos campos agrícolas. Gaucin é também uma povoação branca com um velho castelo. Esta zona da Andaluzia está cheia de pueblos com casas todas pintadas de branco.~
O casario branco destaca-se na paisagem, seja no meio do verde da floresta, seja na encostas rochosas pintadas de diversos tons de cinzento.
De Gaucin a El Colmenar é um mar de verde.
El Colmenar é um pequeno pueblo no fundo do vale do rio Guadiaro, mas que tem um estação de caminho de ferro vai de Algeciras para Ronda.
Até El Colmenar a estrada, apesar de estreita, é boa, com piso novo e bem sinalizada.
A partir daí, entrámos numa estrada florestal estreitíssima, e durante mais de 20 km, é só curvas e sobreiros por todo o lado. Esta zona pertence à Reserva Nacional de Cortes de La Frontera.
Cortes de La Frontera é muito conhecida por ter zonas de escalada e passeios a pé na montanha. Depois de conduzirmos durante quase uma hora a pouco mais de 20 km/hora, chegámos à estrada que liga Ubrique a Cortes de La Frontera.
Seguimos em direcção a Ubrique que, vista ao longe, fica encravada entre várias montanhas com desníveis bastante acentuados.
Como já era tarde, seguimos para a entrada do Parque de Los Alcornocales, em direcção a Puerto de Galis.
Este percurso levou-nos a Sauceda e a passarmos pelo rio Hozgarganta. A saída fez-se por Jimena de La Frontera.
Pudemos constatar que Los Alcornocales é uma imensa floresta de sobreiros, carvalhos e azinheiras em estado semi-selvagem. Só não é de todo selvagem porque a cortiça dos sobreiros é aproveitada. Mas parece-nos ser produzida de uma forma bastante ecológica, com respeito pelo meio ambiente.
Há zonas que olhámos em qualquer direcção e não se vê qualquer indício da presença humana, seja de forma visual ou sonora.
O próprio vale do Hozgarganta está intocável.
Saímos do Parque por Jimena de La Frontera, uma vila com um castelo medieval, que também não visitámos por falta de tempo, pois a Graça não estava com vontade de perder o Spa do Hotel.

domingo, 5 de julho de 2009

terça-feira, 16 de junho de 2009

Andaluzia

Como planeado, a semana dos feriados de Junho deste ano serviu para tirarmos umas férias no Sul de Espanha.

Já não é a primeira vez (e não será a última) que o nosso destino de férias é Espanha. Normalmente, fazemos-nos à estrada, muitas vezes sem destino marcado. Desta vez, e depois da experiência do Gerês, decidimos escolher um hotel para passar sete noites com todas as comodidades. A escolha caiu sobre o H10 Estepona Palace, na cidade de Estepona, que fica entre Algeciras e Marbella.



É a Costa del Sol, cheia de ingleses e alemães (e outros, claro). Praias, hotéis, muitos aldeamentos turísticos, mas, logo ali ao lado, montanhas, parques naturais, natureza quase em estado selvagem. Totalmente selvagem não, porque está presente o lado humano, mas que é um presença que se confunde com o meio natural.

Sempre que vamos a Espanha, ficamos agradavelmente surpreendidos com a beleza dos parques, das diferenças de região para região, da forma como os espanhóis aproveitam ao máximo as potencialidades turísticas seja do que for. Em muitos sítios pagamos para ver, mas está tudo muito bem tratado.

A Andaluzia não é só praia. É um verdadeiro paraíso natural. Basta olhar para o mapa abaixo, tirado do site


Estamos a falar de 24 parques onde a natureza ainda é mais ou menos o que era há uns anos atrás.

Nesta semana pudemos explorar, embora ao de leve, porque o tempo não chega para tudo, Alcornocales (13). Estivemos também no Torcal de Antequera e na Laguna de Fuente de Piedra que, embora não apareçam no mapa, são zonas protegidas. Aliás, há muitas pequenas zonas protegidas que não estão assinaladas.

Foi pois uma semana em cheio. Quilómetros e mais quilómetros - 2470 no total. Uma temperatura acima do normal (excepto o primeiro dia), quase 2000 fotos, e claro o descanso no SPA do hotel ao fim do dia. Nas próximas mensagens, iremos contar os detalhes destes dias bem passados.

domingo, 7 de junho de 2009

Peixe para o almoço - El Rocio, Doñana

Neste vídeo podemos ver águias a pescar numa laguna do Guadalquivir, em El Rocio, no Parque Nacional de Doñana. Uma delas, a um dado momento apanha um peixe, sobe, mas deixa-o cair. No entanto, faz um voo picado e apanha-o novamente antes de ele chegar à água.

A qualidade do vídeo não é a melhor, pois a digitalização a partir da camcorder não correu lá muito bem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Raposa

Numa das idas ao Penedo Durão, optámos por seguir por uma estrada de montanha que atravessa as arribas da margem direita do rio Douro. Na descida, já quase ao fim do dia, demos de caras com esta raposa macho, que se nos viu, foi como não tivesse visto. Estava mais preocupada em marcar o território.