domingo, 17 de maio de 2009

Gerês - Portugal Fantástico - Parte I (fotos)

Cascata no rio Homem, perto da Portela do Homem. Daqui, inicia-se o trilho para os Carris.
No verão a lagoa formada por esta queda de água é muito agradável. Em Maio, só se for para sair de lá congelado.
No percurso para as minas dos Carris, podem observar-se uma série de pequenas cascatas e mini-lagoas ao longo do rio.

A Graça a encher uma garrafa de água numa das muitas fontes que há no Gerês. A água é muito saborosa e fresca. A do Fastio é desta zona.

Uma casa de abrigo no interior da Mata de Albergaria.

Aspecto verdejante da Mata de Albergaria. Tive pena de ainda não ser desta vez que fiz uma caminhada pelo meio desta floresta, por já ser muito tarde.

A Mata de Albergaria é uma floresta a sério, com muitos carvalhos para além de muitos outros tipos de árvores, ao contrário da nossa "floresta" típica que é ou pinhal ou eucaliptal (para quê?), infelizmente.

Aspecto de um dos cursos de água que atravessa a Mata de Albergaria. O som da água no fim do dia é muito relaxante.

Apesar de já ser tarde, valeu a pena revisitar esta floresta. O verde intenso até parece que foi pintado de fresco.

Nota-se que a maior parte das árvores são muito antigas. Através desta floresta, seguia uma importante estrada romana - a Geira.

O Sol a por-se entre os ramos das árvores é um espectáculo magnífico. Pena os buracos na "estrada".

Albufeira de Vilarinho das Furnas. Ao fim do dia, dá que pensar o facto de estar uma antiga povoação debaixo daquelas águas. Não morreu ninguém fisicamente, mas o facto de sairem à força, fez com que muitos habitantes morressem interiormente. Ao regressar à Vila do Gerês, deparamo-nos com um dos ex-libris da Serra do Gerês - as suas vistas panorâmicas. Esta é uma delas: a albufeira do rio Cávado. Simplesmente magnifica.

Gerês - Portugal Fantástico - parte I

Não é a primeira vez que visitamos o Gerês. Aliás, desde os meus tempos da Universidade do Minho que as idas à Portela do Homem e a Vilarinho da Furnas já aconteceram por diversas vezes.
A última vez a sério foi em Agosto de 2000. Nessa altura, resolvemos acampar no Parque de Campismo do Vimeiro, na vila do Gerês. Foi sol de pouca dura, pois a chuva estragou-nos os planos. Mas, mesmo assim, ainda deu para fazer uma caminhada de mais de 20 km até aos Carris e apreciar a vista até Pitões das Júnias. Também visitamos a cascata do Arado e alguns miradouros pitorescos como a da Pedra Bela.
Este ano, às voltas para onde iríamos passar o feriado de 1 de Maio (3 dias seguidos não são para desperdiçar), resolvemos juntar a vontade da Graça para ir para um SPA, com a minha de fazer umas caminhadas.
A nossa escolha caiu sobre o Hotel Águas do Gerês http://www.aguasdogeres.pt/.
A empresa que explora o hotel é também proprietária de um SPA e das termas, que funcionam num edifício separado. Para ir ao SPA também não é obrigatório estar alojado no hotel, embora haja preços especiais para os hóspedes.
A vila do Gerês é uma terra muito simpática. Na realidade, consiste numa rua principal onde estão vários restaurantes, hotéis e pequenas lojas. Depois, há uma série de construções ao longo das encostas do vale.
O hotel também é agradável, embora não seja nada de especial.
O SPA é muito bom. Não estava à espera de tal no Gerês. Tudo muito limpo, funcionários simpáticos e, felizmente, pouca gente. Isto, porque é por marcações, logo não dá para haver grandes confusões (se calhar na época alta até há). É pena estar fechado Domingo à tarde.
Bom mas o que é fizemos então nesse fim de semana?
Sexta-feira, 1 de Maio, pouca coisa, a não ser a viagem de Lisboa para o Minho.
A Graça ainda estava com esperança de ir para o SPA, mas como chegamos cerca das 17h30 ao hotel, só deu para ir marcar umas massagens e o circuito termal para o dia seguinte.
Estava calor naquele dia. Mais do que em Lisboa. Talvez por ser um vale entre as montanhas.
Um crepe gelado a seguir soube mesmo bem.
Em Maio os dias já são grandes. Assim, ainda fomos até à Portela do Homem onde enchemos umas garrafas de água numa fonte de água bem gelada. Fontes de água é o que não faltam no Gerês.
A seguir, resolvemos fazer o caminho de terra batida que atravessa a Mata de Albergaria até à barragem de Vilarinho das Furnas. Só me esqueci que, além de ser terra batida, o caminho está completamente cheio de buracos e lombas, sendo totalmente inadequado para vulgares carros ligeiros. Só mesmo TT. Assim, fizemos aqueles cerca de 6 km a 10 à hora.
Mesmo com o stress da condução, ainda deu para apreciar a beleza da floresta. Ao fim do dia as árvores assumem cores com muitos tons de verdes. Além disso, se não fossem alguns grupos de caminhantes (mesmo àquela hora) - havia vários turistas espanhóis - o silêncio é apenas quebrado pelos pássaros e pelo correr da água.
Felizmente que o incêndio aconteceu em Março não afectou esta linda mata (foi mesmo ao lado). Acho que isso, se algum dia acontecer, será uma tragédia e uma perda terrível para todos os bons amantes da Natureza.
O regresso fez-se por uma estrada alcatroada que vai de S. João do Campo, passa pelo cruzamento para Covide e atravessa a serra indo ter à Vila do Gerês pelo lado oeste. Foi a seguir a Covide que percebi onde ficava a Calcedónia, com a famosa fenda. Ficou logo assente que era ali que iríamos no dia seguinte, apesar da pouca vontade da Graça, mais uma vez a pensar no SPA.
O jantar foi na Pensão Baltazar, junto ao parque de estacionamento do hotel.
Com bom aspecto, boa decoração, ambiente familiar, fomos servidos com boa comida e por um preço razoável http://www.pensaobaltazar.com/.